Hospital Veterinário da FAMINAS reforça importância da doação de sangue pet em Muriaé

Médico veterinário orienta tutores sobre o gesto ainda pouco conhecido, mas que pode ser decisivo em casos de urgência
Assim como acontece na medicina humana, quando cães e gatos passam por traumas, atropelamentos, hemorragias, intoxicações e doenças que comprometem as células sanguíneas, a transfusão de sangue pode fazer toda a diferença na condução do atendimento e na recuperação do animal.
Mas, apesar da importância, o gesto ainda é pouco conhecido por muitos tutores. Para ampliar essa conscientização em Muriaé e região, o Hospital Veterinário da FAMINAS realiza uma campanha de cadastro de doadores. A proposta é incentivar que tutores de cães e gatos conheçam o processo e considerem cadastrar seus pets como possíveis doadores, afinal, ter um banco de sangue abastecido contribui para que, em casos de urgência, haja maior agilidade e segurança nos atendimentos que dependem desse suporte.
Segundo Caio Monteiro, médico veterinário e responsável técnico pelo Hospital Veterinário da FAMINAS, manter estoques de sangue é um dos desafios da rotina veterinária.
“Manter um banco de sangue veterinário é um grande desafio, principalmente porque os hemocomponentes possuem tempo limitado de armazenamento e a necessidade de transfusões é imprevisível. Por isso, a conscientização dos tutores é fundamental para que mais pessoas saibam que a doação também faz parte do cuidado em saúde animal”, explica.
Quem pode doar e como ocorre o processo
Para doar sangue, o animal precisa estar saudável, com vacinas e controles parasitários em dia, além de ter entre 1 e 8 anos. No caso dos cães, o peso mínimo é de 25 kg, enquanto os gatos devem pesar a partir de 4,5 kg.
Os tutores cujos animais atendam aos pré-requisitos podem entrar em contato com o Hospital Veterinário da FAMINAS para agendar uma triagem. Nessa avaliação, a equipe verifica o histórico de saúde do animal, realizando exames físicos e laboratoriais para confirmar se ele está apto a doar.
Quando o animal é liberado para a doação, a coleta é feita por médicos veterinários, em ambiente controlado, com materiais estéreis e próprios para esse tipo de procedimento. Durante todo o processo, o pet é acompanhado pela equipe, que monitora seus sinais vitais e garante mais segurança à coleta.
O responsável técnico pelo Hospital diz que a doação é segura quando realizada dentro dos protocolos técnicos. “O desconforto costuma ser mínimo e semelhante ao de uma coleta de sangue convencional. Em alguns casos, principalmente com gatos, pode ser necessária uma sedação leve para reduzir o estresse e deixar o procedimento mais seguro e tranquilo. Ao longo da coleta, há monitoramento constante e, após o procedimento, o doador recebe hidratação, alimentação, repouso e acompanhamento até estar totalmente recuperado”, ressalta.
Antes da transfusão, o sangue precisa ser compatível
Da mesma forma que acontece com o ser humano, antes de uma transfusão, não basta ter sangue disponível: é preciso verificar se ele é adequado para o paciente que vai receber. De acordo com Caio Monteiro, entre os cães existem mais de 10 grupos sanguíneos registrados, sendo o DEA (Dog Erythrocyte Antigen) um dos mais importantes na rotina veterinária. Dentro desse sistema, os cães DEA 1 negativo são considerados os principais “doadores universais”, porque podem oferecer menor risco de reação em algumas transfusões.
A boa notícia é que, diferente dos humanos, os cães têm a chance de não apresentar anticorpos naturais contra outros tipos de sangue, mas a compatibilidade é vital para evitar reações graves em procedimentos futuros. “A tipagem sanguínea e a prova de compatibilidade são recomendadas, especialmente em pacientes que já receberam transfusões anteriormente”, complementa o profissional.
No caso dos gatos, o cuidado precisa ser maior, já que eles possuem anticorpos naturais contra grupos sanguíneos diferentes do próprio. O sistema sanguíneo felino inclui os tipos A, B e AB, sendo o tipo A o mais frequente, o tipo B mais comum em algumas raças específicas e o tipo AB considerado raro.
Hospital Veterinário da FAMINAS atende 24 horas
Se o seu animal está dentro dos pré-requisitos e você deseja cadastrá-lo como doador, o primeiro passo é entrar em contato com a equipe do Hospital Veterinário da FAMINAS, pelo telefone (32) 3729-7512, para agendar a triagem.
A unidade funciona nas dependências da FAMINAS, em Muriaé, e realiza atendimento para pets e animais de grande porte, incluindo casos clínicos, urgências, emergências, procedimentos e acompanhamento veterinário.
Os atendimentos eletivos e de urgência acontecem de segunda a sexta-feira, das 8h às 20h. Já os plantões funcionam de segunda a sexta-feira, das 21h às 8h, e 24h aos sábados e domingos.

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