Coluna Esplanada 6/10/26
Os aliados
Flávio Bolsonaro (PL) aposta tudo agora na aliança dos governadores eleitos no 1º turno em três grandes colégios eleitorais: quer pegar nas mãos de Tarcísio de Freitas (Rep-SP), Sergio Moro (PL-PR) e Cleitinho Azevedo (Rep-MG). E ainda conta com Douglas Ruas (PL), seu apadrinhado que virou o jogo no Rio de Janeiro. Eles já estarão envolvidos na transição e montagem de secretariados, e nas negociações com as bancadas eleitas nas Assembleias pela Governabilidade. As duas próximas semanas vão mostrar se estarão dispostos a ceder bom tempo para comícios e carreatas com o presidenciável que lidera as urnas. Enquanto Lula da Silva (PT) vai mais para o Nordeste e, na TV para o tudo ou nada, focando ataques a Flávio, a fim de buscar o voto dos indecisos. O petista esgotou todo seu estoque de bondades no 1º turno como canetinhas emagrecedoras no SUS, fim da taxa das blusinhas, reajuste do Bolsa Família.
PP toma lado
Após ficar em cima do muro na campanha, até elogiar Lula em comícios no interior piauiense, o senador não reeleito Ciro Nogueira, presidente do Progressistas, reúne hoje as bancadas federal, estaduais e delegados na sala de Líderes da Câmara. Vai consultar a turma e tomar lado. Tudo indica que, após dizer que Flávio não tinha chance nenhuma contra Lula, o cacique vai anunciar apoio ao presidenciável que liderou a votação.
União RJ-DF
Com três senadores eleitos, 43 deputados federais e 76 estaduais, o União Brasil deve anunciar na quarta-feira às 10h o apoio do partido ao presidenciável Flávio Bolsonaro (PL). Seu presidente nacional, Antonio Rueda, foi eleito deputado federal no Rio de Janeiro – e focando a campanha justamente em cidades da Baixada Fluminense, com prefeitos e vereadores aliados de Flávio. O União aguarda apenas o anúncio do PP.
Sem lavoura
Os primos Erai e Blairo Maggi, do setor agro, perderam força política em Mato Grosso, terra natal. Com apoio discreto da dupla, Neri Geller e Carlos Fávaro não se elegeram a deputado federal e senador, respectivamente. Ambos são ex-ministros da Agricultura. Já o ex-governador Mauro Mendes (União), investigado pela PF, fez bonito: elegeu a mulher e dezenas de aliados, tanto federais, como estaduais.
Virada histórica
Eduardo Paes (PSD) que pediu tanto ao TRE para barrar Anthony Garotinho (Rep), até ontem torcia para que o TSE validasse os votos do ex-governador. Favoritíssimo nas pesquisas, Paes surfou na onda do comodismo, faltou a debates e confiou na aliança com Lula – de quem correu há dias. Garotinho deu golpe de mestre e, na vendeta, retirou ação na Corte. Ruas será eleito governador no 1º turno com 50,2% dos válidos.
Flávio no Paraná
Presidente do União Progressista no Paraná e cardeal do PP, o ex-ministro da Saúde Ricardo Barros, reeleito para o 8º mandato como deputado federal, mostrou força política no Estado. Sob seu comando a agremiação elegeu seis federais e seis estaduais, inclusive a filha para a Assembleia. Foi chamado a Brasília ontem e será coordenador de Flávio Bolsonaro na região de Maringá.
Diploma da discórdia
O certificado de Licenciatura em Pedagogia apresentado pela governadora do Acre e candidata à reeleição, Mailza Assis (PP), motivou ação no TRE-AC. A oposição questiona diferenças entre as escolaridades declaradas em eleições distintas. O processo pede a cassação do registro ou do diploma eleitoral da chapa e a inelegibilidade de Mailza por oito anos. A defesa dela sustenta que o certificado é válido.
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