Circo, inclusão e transformação: Projeto Brinkantes promove oficinas gratuitas e espetáculo no CAIC
Oficinas circenses, inclusão social e arte como instrumento de educação e convivência. Essa é a proposta do Projeto Brinkantes, que está movimentando a Escola Municipal Joaquim Ribeiro (CAIC), em Muriaé, com uma programação gratuita e acessível para alunos da unidade e para a comunidade.
Com atividades iniciadas em julho, o projeto já impactou crianças e adolescentes por meio de vivências lúdicas que envolvem palhaçaria, malabares, perna de pau e expressão corporal. As oficinas acontecem no turno da tarde, das 13h às 17h, em três semanas intensivas.

Coordenado por Romário da Silva Ferreira, o Fofoquynha, o projeto tem como oficineiro central o artista Jeferson Leandro do Carmo, conhecido como Palhaço Chorelly. A equipe também conta com a colaboração voluntária de Alessandro Silva Pontes, o Palhaço Mocotó, e da monitora Andrea de Oliveira Amaral.
O trabalho vem se destacando pela abordagem inclusiva e transformadora. Uma parcela significativa dos participantes apresenta diferentes condições de aprendizagem e desenvolvimento, sendo acompanhada com atenção às suas individualidades. “Estamos convivendo na realidade, respeitando as particularidades e criando estratégias para que todos possam participar com segurança, no seu tempo”, explica Fofoquynha.
As oficinas foram temporariamente interrompidas durante o recesso escolar, mas serão retomadas no dia 4 de agosto, seguindo até o dia 8, quando se encerra a etapa formativa. O projeto culmina no dia 12 de agosto, às 15h, com um espetáculo aberto à comunidade escolar e ao público em geral. O evento contará com a participação dos alunos e de artistas convidados do universo circense, que dividirão a cena e compartilharão suas experiências.
Viabilizado por meio de recursos do Edital Multicultural de Muriaé, no âmbito da PNAB – Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, o Projeto Brinkantes tem apoio da Prefeitura de Muriaé, Fundarte, Ministério da Cultura e Governo Federal.
“Essa é uma proposta que vai além da arte. Trabalhamos a educação, a inclusão, a socialização e a autoestima. O Brinkantes está revelando talentos e despertando nos meninos o prazer de aprender com alegria e respeito”, destaca Romário.
Mais do que um projeto cultural, o Brinkantes é um espaço de pertencimento — onde a brincadeira é levada a sério, e a arte se transforma em ferramenta de construção coletiva.



















