Advogadas de Muriaé, Paula Cunha e Drieli Pedrosa dão voz aos direitos de crianças autistas em livro nacional
Sócias do escritório Cunha & Pedrosa assinam capítulo do terceiro volume de “Quando a Infância Dói”, abordando os desafios enfrentados pelas famílias na busca por inclusão e garantia de direitos.
As advogadas Paula Cunha e Drieli Pedrosa, sócias do escritório Cunha & Pedrosa, de Muriaé, participam como coautoras do livro Quando a Infância Dói – Volume 3, publicado pela Literare Books International. A obra reúne reflexões sobre experiências e desafios relacionados à infância, incluindo questões sociais e jurídicas que afetam crianças e suas famílias.
O convite para participar da publicação partiu da Dra. Carla Filó, coordenadora do livro, após assistir a uma palestra apresentada conjuntamente pelas advogadas. A proposta foi aceita pelas profissionais, que identificaram no tema uma relação direta com situações enfrentadas no exercício da advocacia.
As autoras são responsáveis pelo capítulo 22, intitulado “Autismo nível 1: quando a sociedade só enxerga o que convém”. O texto aborda os direitos de crianças com transtorno do espectro autista (TEA), nível 1 de suporte, com atenção especial às dificuldades enfrentadas pelas famílias para conseguir profissionais de apoio no ambiente escolar e benefícios solicitados ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
Um dos pontos discutidos é a percepção equivocada de que crianças com autismo nível 1, por apresentarem maior autonomia em determinadas atividades, não necessitam de suporte ou não possuem direitos assegurados.
A partir de experiências vivenciadas na advocacia, Paula e Drieli procuram esclarecer que a classificação do nível de suporte não determina, isoladamente, a existência ou a ausência de direitos. O acesso a serviços e benefícios depende das necessidades individuais e dos critérios legais aplicáveis a cada situação.
O capítulo também chama a atenção para as dificuldades de famílias que, por desconhecimento ou diante de negativas, deixam de buscar atendimento e garantias legais para seus filhos.
A participação das profissionais na publicação amplia o debate sobre inclusão, acesso à educação e proteção social, contribuindo para a conscientização sobre os direitos das crianças autistas e os desafios enfrentados por suas famílias.









