Correios não abrirá mais aos sábados; em Muriaé, a agência central também não abrirá mais neste dia

Agência central dos Correios de Muriaé (Arquivo A NOTÍCIA)
Agência central dos Correios de Muriaé (Arquivo A NOTÍCIA)

A partir do próximo sábado (19), a maioria das agências dos Correios não vai mais abrir aos sábados. A medida é uma forma de reduzir os gastos da empresa e tentar chegar ao fim do ano com o orçamento em dia. Apenas as agências com grande movimentação, como em aeroportos e rodoviárias, continuarão abertas aos sábados. Em Muriaé, só a agência da Barra funcionará normalmente aos sábados, de 9h às 12h para serviços de postagem; já a agência central não abrirá mais neste dia.

As ações de redução de despesas têm como objetivo alcançar uma economia de pelo menos R$ 1,6 bilhão só para este ano. Na área de publicidade e patrocínio, foi feito um corte de 50% em relação ao investido no ano passado, o que vai gerar uma poupança de R$ 190 milhões.

Além do fechamento aos sábados de 685 agências deficitárias e com baixo fluxo de clientes, a estatal planeja racionar, de custeio administrativo, mais de R$ 100 milhões. Diversos contratos de aluguel em todo o país estão sendo renegociados. Unidades alugadas pela Postal Saúde — administradora do plano de saúde dos empregados — estão sendo devolvidas e o setor está retornando para as dependências próprias dos Correios. Medidas como a redução de diárias e passagens e do consumo de papel e toner, entre outras, também já foram implantadas.

Os Correios também mudaram a direção do Postalis, fundo de pensão dos empregados, e da Postal Saúde, com o objetivo de qualificar as gestões e buscar as suas sustentabilidades.

Segundo o presidente dos Correios, Giovanni Queiroz, o momento requer união e responsabilidade da diretoria, dos gestores, dos empregados e das representações sindicais. “Só com o engajamento e o compromisso de todos será possível reverter o quadro. Mas tenho a certeza de que uma empresa deste porte, com 120 mil trabalhadores e presente em todos os municípios, tem condições de voltar a crescer e atender ainda melhor a população brasileira”, destaca Queiroz.

AUMENTO DE RECEITAS – Dentre as ações para incrementar as receitas, está a ampliação no número de agências que oferecem venda de consórcios de várias modalidades, como veículos e imóveis. Atualmente, o serviço está presente em 190 unidades; este número saltará gradativamente para 1.822 a partir de abril e chegará a 3.200 agências até o final do ano.

Outra aposta é a entrada dos Correios no mercado de telefonia móvel, por meio do MVNO. Nesta semana deve ser escolhido o parceiro para a venda de chip com a marca Correios. O valor mínimo previsto para a operação pretendida é de R$ 282 milhões, para um período de cinco anos.

A estatal também vai investir no setor de logística e já iniciou a negociação para ser o operador logístico oficial de todos os setores do governo federal, como já faz com a distribuição de livros didáticos e de medicamentos.

*Matéria atualizada às 16h

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