Polícia Civil comemora 10 anos da Lei Maria da Penha com mobilização na Praça João Pinheiro

A intenção foi levar à discussão o fato de que milhares de mulheres são agredidas todos os dias por seus companheiros e até mesmo familiares, e que tal crime está presente em toda a sociedade, atingindo os mais diferentes níveis sociais, idades, raças e configurando grave ameaça à integridade física e mental das vítimas.
A Lei Maria da Penha trata da relação de gênero, na qual os autores se valem do fato de se tratar de um ser do sexo feminino, aparentemente frágil e incapaz de resistir às agressões. Eles também se aproveitam da vergonha e do medo que elas sentem, o que acaba por retardar a busca por ajuda, como é o caso de Maria da Penha Maia Fernandes, figura emblemática da violência doméstica que sofreu durante 23 anos, foi vítima de tentativa de assassinato e ficou paraplégica. Hoje, ela é líder de movimentos de defesa dos direitos das mulheres.
A lei alterou o Código Penal, possibilitando que os agressores de mulheres em âmbito doméstico ou familiar sejam presos em flagrante ou tenham sua prisão preventiva decretada. Ela prevê medidas que vão desde a remoção do agressor do domicílio à proibição de sua aproximação da mulher agredida. Segundo dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), o número de mulheres mortas dentro de casa se manteve estável desde 2006, mas seria hoje cerca de 10% maior sem a aplicação da lei.
