Instituto Otávio Augusto encerra parceria com a Casa da Menina

Há aproximadamente quatro anos, após a antiga diretoria da Casa da Menina anunciar que a institituição iria fechar as portas, o empresário Elder Abreu, cujas Organizações são responsáveis pelo instituto, sensibilizado com a situação, anunciou que o InOA iria assumir a administração da Casa.
Segundo o comunicado, “neste mês de março, as Organizações Elder Abreu, através do InOA, decidiram encerrar os trabalhos na Casa da Menina, certos de que nos últimos quatro anos prestaram uma importante contribuição à sociedade muriaeense, fazendo todos os esforços possíveis para a manutenção da Casa”.
A nota ressalta, ainda, que as crianças assistidas pela entidade serão encaminhadas para projetos e escolas municipais. “As Organizações reforçam que continuarão contribuindo com outros projetos sociais, como sempre fizeram ao longo dos seus 20 anos de existência, exercendo o seu papel fundamental de empresa cidadã”, finaliza a nota.
O corregedor Interno da Prefeitura de Muriaé, Odair José da Silveira, informou à imprensa que, atualmente, o município repassa à Casa Menina uma subvenção mensal no valor de R$1.100,00. Ainda segundo ele, a Lei Autorizativa nº 5.367/2016, aprovada no final do ano passado, prorrogou este repasse para a Casa da Menina e aos demais órgãos que também recebem subvenção por 180 dias, ou seja, até julho próximo.
CASA DA MENINA – A Obra Unida Casa da Menina foi fundada por Abílio Alves de Matos, conhecido pelo apelido de Biloca, e Maria de Jesus Carneiro Guimarães, conhecida como Santinha, aproximadamente em julho de 1961, mas a comemoração aconteceu no dia 25 de novembro de 1962.
Antes de funcionar no atual endereço, na Rua Lídio Bandeira de Melo, ao lado da Paróquia Nossa Senhora da Imaculada Conceição, na Barra, estava instalada na Rua Júlio Brandão. O objetivo era amparar meninas órfãs, proporcionando a elas um lar, para crescerem com dignidade.
A instituição oferece ainda serviços assistenciais com psicólogo, assistente social, aulas de informática, reforço escolar, além de projetos nas áreas de dança, coral e aulas de inglês. Em 2014, a entidade passou a ser considerada oficialmente instituição de utilidade pública.