Exame clínico descarta febre amarela em sagui encontrado em Muriaé

NOTA TÉCNICA – “A Secretaria Municipal de Saúde de Muriaé informa que recebeu um chamado às 20h20min de quarta-feira, dia 1º de fevereiro de 2017, sobre aparição de um primata com aparência debilitada e em estado de repouso em uma calçada situada na Avenida Castelo Branco, no bairro da Gávea, nesta cidade.
O secretário adjunto da pasta, Wescley de Souza, compareceu ao local, acompanhado pela diretora do setor de Vigilância Ambiental, Carla Morcerf, e pela veterinária coordenadora do Centro de Controle de Zoonoses, Keila Costa. A equipe efetuou a captura do primata, identificado como sagui-de-tufo-preto, nome científico Callithrix penicillata.
Por volta de 21h, o animal foi transportado para o laboratório da Vigilância Ambiental, seguindo todas as leis ambientais vigentes e prezando pela preservação do seu estado de saúde. No local, o sagui passou por exame clínico, sendo constatado que ele sofreu escoriações na perna e pata traseira direita, além de arranhão e inchaço na região do olho direito.
Tais lesões foram causadoras do quadro clínico no qual o sagui-de-tufo-preto foi encontrado. Assim, está descartada a possibilidade de febre amarela, já que o animal não apresenta qualquer sintoma da doença.

Destaca-se ainda que o 5º GP de Polícia Militar Ambiental de Muriaé e a Gerência Regional de Saúde de Ubá aprovaram o plano de ação criado pela Vigilância Ambiental para recuperação e soltura do animal após a sua completa recuperação.
O animal encontra-se hospedado no Centro de Controle de Zoonoses, recebendo alimentação e cuidados veterinários, que permitem analisar qualquer alteração do quadro clínico do primata – situação que, até o momento da divulgação desta nota técnica, é estável.
Por fim, ressalta-se que o transmissor da febre amarela nas áreas urbanas é o mosquito aedes aegypti, o mesmo responsável pela transmissão de doenças como a dengue, zika e chikungunya. Assim, reforça-se a necessidade de conscientização e atenção por parte de todos para combater a proliferação do inseto, por meio da realização de vistorias semanais em locais que possam acumular água parada.”