{"id":99445,"date":"2022-06-06T16:56:50","date_gmt":"2022-06-06T19:56:50","guid":{"rendered":"http:\/\/anoticiaonline.com.br\/site\/?p=99445"},"modified":"2022-06-06T16:56:52","modified_gmt":"2022-06-06T19:56:52","slug":"cultura-afro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/anoticiaonline.com.br\/site\/cultura-afro\/","title":{"rendered":"Cultura Afro"},"content":{"rendered":"\n<h5 class=\"wp-block-heading\"><em>Cemig lan\u00e7a livro que traz registro in\u00e9dito de quilombolas de todo o estado<\/em><\/h5>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><a href=\"https:\/\/anoticiaonline.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/content_quilombolas_livro_cemig.jpeg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"800\" height=\"533\" src=\"https:\/\/anoticiaonline.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/content_quilombolas_livro_cemig.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-99446\" srcset=\"https:\/\/anoticiaonline.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/content_quilombolas_livro_cemig.jpeg 800w, https:\/\/anoticiaonline.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/content_quilombolas_livro_cemig-300x200.jpeg 300w, https:\/\/anoticiaonline.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/06\/content_quilombolas_livro_cemig-768x512.jpeg 768w\" sizes=\"(max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><\/a><\/figure>\n\n\n\n<p>Um trabalho in\u00e9dito de documenta\u00e7\u00e3o em texto e fotos das comunidades remanescentes quilombos de Minas Gerais foi lan\u00e7ado no Sempre um Papo de 2 de junho, no audit\u00f3rio da Cemig. O livro \u201cQuilombolas\u201d \u00e9 resultante do projeto Cemig no Campo, que faz parte do Programa de Efici\u00eancia Energ\u00e9tica da companhia, regulado pela Aneel, com o objetivo de levar energia e conhecimento para fam\u00edlias que vivem em comunidades quilombolas e ind\u00edgenas em todo o estado.<\/p>\n\n\n\n<!--more-->\n\n\n\n<p>Durante o lan\u00e7amento, o jornalista Afonso Borges, idealizador do projeto Sempre Um Papo, vai entrevistar duas pessoas que tiveram participa\u00e7\u00e3o direta no Cemig no Campo, a educadora Tayn\u00e1 Rodrigues do Ros\u00e1rio, nascida e criada em uma comunidade quilombola do munic\u00edpio de S\u00e3o Francisco, no Norte de Minas, e C\u00e1ssio Adriano Garcia, que atualmente tamb\u00e9m integra o Comit\u00ea de Diversidade da companhia.<\/p>\n\n\n\n<p>Comunidades tradicionais, como os quilombolas, s\u00e3o respons\u00e1veis pela preserva\u00e7\u00e3o de saberes culturais ligados \u00e0 terra e \u00e0s tradi\u00e7\u00f5es desses povos dos quais s\u00e3o remanescentes. Por\u00e9m, essas fam\u00edlias dependem dos recursos tecnol\u00f3gicos, como a energia el\u00e9trica, para sua sobreviv\u00eancia, na educa\u00e7\u00e3o e nas atividades econ\u00f4micas. Para isso, o projeto Cemig no Campo visitou as comunidades, orientando os moradores quanto ao uso eficiente e seguro da energia el\u00e9trica. Al\u00e9m disso, foram substitu\u00eddas l\u00e2mpadas ineficientes por l\u00e2mpadas LED e foram realizadas trocas de chuveiros e geladeiras e palestras que abordaram as tem\u00e1ticas de efici\u00eancia energ\u00e9tica, produ\u00e7\u00e3o e agricultura familiar e saneamento no ambiente rural.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o gerente de Efici\u00eancia Energ\u00e9tica da Cemig, Ronaldo Lucas Queiroz, a inciativa tem o prop\u00f3sito de expandir as a\u00e7\u00f5es j\u00e1 realizadas pela companhia, proporcionando sustentabilidade tamb\u00e9m a grupos sociais que atuam na preserva\u00e7\u00e3o de uma riqueza cultural hist\u00f3rica. \u201cLevar efici\u00eancia energ\u00e9tica a comunidades que t\u00eam uma liga\u00e7\u00e3o forte com o meio ambiente \u00e9 um desafio e, ao mesmo tempo, uma oportunidade de transmitir tecnologias que contribuem para a qualidade de vida dessas pessoas\u201d, afirma Queiroz.<\/p>\n\n\n\n<p>Nessas comunidades, as equipes tiveram a oportunidade de conhecer de perto e de conversar com seus moradores. O jornalista Bernardino Furtado e o fot\u00f3grafo Marcelo Sant&#8217;anna registraram os momentos mais significativos desses encontros, para documenta\u00e7\u00e3o e comprova\u00e7\u00e3o das atividades realizadas e, agora, esses registros chegam ao conhecimento p\u00fablico de todos os interessados como um importante documento das comunidades tradicionais de Minas Gerais.&nbsp; O livro \u201cQuilombolas\u201d traz uma grande riqueza de informa\u00e7\u00f5es sobre a vida desses moradores, que a Cemig decidiu disponibilizar ao p\u00fablico na forma de registros e dados sobre as comunidades atendidas. Com o lan\u00e7amento, os leitores poder\u00e3o conhecer, nas p\u00e1ginas do livro, amplamente ilustradas com fotos e testemunhos colhidos, lugares e hist\u00f3rias fascinantes que fazem parte do cotidiano de seus moradores.<\/p>\n\n\n\n<p>Saiba mais sobre a contribui\u00e7\u00e3o dos povos africanos na cultura brasileira<\/p>\n\n\n\n<p>A forma\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica e cultural do Brasil \u00e9 marcada pela contribui\u00e7\u00e3o de v\u00e1rios povos. Os africanos, quando chegaram ao pa\u00eds, no per\u00edodo colonial, trouxeram consigo h\u00e1bitos alimentares, l\u00ednguas, dan\u00e7as, mitologias, cren\u00e7as, medicina baseada nas plantas e costumes muito pr\u00f3prios. A \u00c1frica, vale ressaltar, \u00e9 um vasto continente, e nele coexistem muitas na\u00e7\u00f5es e uma grande diversidade \u00e9tnica. Notadamente, os africanos que foram trazidos ao Brasil s\u00e3o, em sua maioria, bantos, povos que habitavam a \u00c1frica Central nas regi\u00f5es que hoje compreendem Angola, Congo, Gab\u00e3o e Cabinda; nag\u00f4s ou iorub\u00e1s, grupo \u00e9tnico-lingu\u00edstico da regi\u00e3o da \u00c1frica Ocidental; jejes, povo que habita o Togo, Gana e Benim (antigo Daom\u00e9); e mal\u00eas, termo cunhado para designar os negros mul\u00e7umanos.<\/p>\n\n\n\n<p>O povo banto nos legou costumes muitos presentes hoje na culin\u00e1ria brasileira. O grupo \u00e9tnico foi respons\u00e1vel por inserir o quiabo, angu, maxixe, jil\u00f3, moqueca de peixe e feijoada na nossa mesa. Na boca do brasileiro, e mais tarde assimilado pela gram\u00e1tica luso-brasileira, foram introduzidas palavras como abano, banda, bunda, bazuca, ca\u00e7ula, capanga, candango, cachimbo, cafund\u00f3, caxumba, dend\u00ea, fub\u00e1, batuque, macumba, mi\u00e7anga, mocot\u00f3, moleque, muamba, muvuca, quitanda, quizila, quitute, samba, umbanda, sarav\u00e1, camundongo, ginga, tanga, sunga, catinga, entre outras.<\/p>\n\n\n\n<p>Quilombo como espa\u00e7o de resist\u00eancia<\/p>\n\n\n\n<p>Uma outra palavra, de origem banto, \u00e9 quilombo \u2013 que significa resist\u00eancia e denota a influ\u00eancia desse povo no portugu\u00eas falado no Brasil. Em Angola, a palavra quer dizer povoa\u00e7\u00e3o ou fortaleza. No Brasil, durante a escravid\u00e3o, o termo ganhou ainda mais for\u00e7a. E quilombo passou a ser o local para onde escravizados fugiam da viol\u00eancia e maus-tratos que sofriam dos colonizadores.&nbsp; O Quilombo dos Palmares, que ocupou o territ\u00f3rio hoje pertencente ao estado de Alagoas, e liderado por Zumbi de Palmares, \u00e9 considerado a maior comunidade de negros na hist\u00f3ria do Brasil e o principal ato de bravura contra a domina\u00e7\u00e3o portuguesa.<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda hoje, existem comunidades quilombolas espalhadas por todo pa\u00eds, que a despeito das tentativas de supress\u00e3o das culturas de matrizes africanas, v\u00eam lutando para manter viva suas tradi\u00e7\u00f5es. Esses espa\u00e7os, f\u00edsicos e simb\u00f3licos, resistem a partir da troca de saberes ancestrais, que vieram de diferentes regi\u00f5es da \u00c1frica. \u00c9 quando se voltam para a sua cultura, hist\u00f3ria e ancestralidade, que os povos negros do Brasil reafirmam sua identidade, valor e consci\u00eancia.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Cemig lan\u00e7a livro que traz registro in\u00e9dito de quilombolas de todo o estado Um trabalho in\u00e9dito de documenta\u00e7\u00e3o em texto e fotos das comunidades remanescentes quilombos de Minas Gerais foi lan\u00e7ado no Sempre um Papo de 2 de junho, no audit\u00f3rio da Cemig. 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