{"id":96582,"date":"2022-03-08T15:36:20","date_gmt":"2022-03-08T18:36:20","guid":{"rendered":"http:\/\/anoticiaonline.com.br\/site\/?p=96582"},"modified":"2022-03-08T15:36:25","modified_gmt":"2022-03-08T18:36:25","slug":"defensoras-populares","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/anoticiaonline.com.br\/site\/defensoras-populares\/","title":{"rendered":"Defensoras Populares"},"content":{"rendered":"\n<h5 class=\"wp-block-heading\"><em>Mulheres atuam como guardi\u00e3s dos direitos das mulheres nas comunidades e s\u00e3o multiplicadoras de conhecimento do Direito nas \u00e1reas onde vivem<\/em><\/h5>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><a href=\"https:\/\/anoticiaonline.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/content_marcelosant_annadpmg.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"800\" height=\"536\" src=\"https:\/\/anoticiaonline.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/content_marcelosant_annadpmg.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-96583\" srcset=\"https:\/\/anoticiaonline.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/content_marcelosant_annadpmg.jpg 800w, https:\/\/anoticiaonline.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/content_marcelosant_annadpmg-300x200.jpg 300w, https:\/\/anoticiaonline.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/content_marcelosant_annadpmg-768x515.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><\/a><\/figure>\n\n\n\n<p>Minas Gerais j\u00e1 conta com 450 mulheres que atuam como defensoras populares, buscando solu\u00e7\u00f5es para demandas mais comuns de suas comunidades, especialmente&nbsp; em situa\u00e7\u00f5es de viol\u00eancia. Este trabalho \u00e9 resultado das edi\u00e7\u00f5es do curso \u201cDefensoras Populares\u201d promovidas pela Defensoria P\u00fablica de Minas Gerais (DPMG) para forma\u00e7\u00e3o e articula\u00e7\u00e3o de mulheres que se destacam como lideran\u00e7as populares.<\/p>\n\n\n\n<!--more-->\n\n\n\n<p>Neste 8 de mar\u00e7o, Dia Internacional da Mulher, a Defensoria de Minas presta homenagem a todas as mulheres e celebra a luta e conquista de direitos na figura das defensoras populares formadas pela Institui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Multiplicadoras<\/p>\n\n\n\n<p>O \u201cDefensoras Populares\u201d possibilita que as mulheres alunas contribuam para mudan\u00e7as sociais, a partir dos n\u00facleos nos quais est\u00e3o inseridas, tornando-se disseminadoras e multiplicadoras do conhecimento em rela\u00e7\u00e3o aos direitos das mulheres, na luta contra o machismo, o preconceito e a viol\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>O cronograma da capacita\u00e7\u00e3o conta com aulas expositivas e pr\u00e1ticas e inclui temas que abordam aspectos relacionados \u00e0 viol\u00eancia contra mulheres negras e transg\u00eaneras, aten\u00e7\u00e3o psicossocial \u00e0 mulher em situa\u00e7\u00e3o de viol\u00eancia, acesso aos servi\u00e7os de sa\u00fade, obstetr\u00edcia, direito de fam\u00edlia, mulheres em situa\u00e7\u00e3o de drogadi\u00e7\u00e3o e o acesso \u00e0 pol\u00edtica, entre outros.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m das aulas, a metodologia do curso inclui rodas de conversas, mostra de filmes, exposi\u00e7\u00f5es art\u00edsticas e outras m\u00eddias, al\u00e9m de propostas para visitas na Defensoria P\u00fablica, Delegacias de Pol\u00edcias, Assembleia Legislativa, C\u00e2mara de Vereadores e outros.<\/p>\n\n\n\n<p>Com hist\u00f3rico familiar de mulheres lideran\u00e7as na regi\u00e3o de Venda Nova, em Belo Horizonte, aos 56 anos Cl\u00e1udia Mara Ribeiro \u00e9 uma das defensoras populares formadas pela DPMG. Ela fez o curso em 2017, ano em que come\u00e7ou a estudar Direito e, segundo ela, saiu na frente de outras participantes. Ela conta que, apesar de ter vivenciado situa\u00e7\u00f5es de viol\u00eancia dom\u00e9stica na inf\u00e2ncia e adolesc\u00eancia, sua vis\u00e3o e informa\u00e7\u00f5es sobre a quest\u00e3o eram limitadas.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;\u201cO curso trouxe uma transforma\u00e7\u00e3o na minha vida. Cresci em um ambiente de viol\u00eancia dom\u00e9stica e ficava muito frustrada pois n\u00e3o via uma rea\u00e7\u00e3o a esse problema nem nas mulheres nem nos \u00f3rg\u00e3os de defesa. Fui encontrando respostas ao longo do curso, ao mesmo tempo em que percebi que tinha um papel que podia ser significativo e fazer diferen\u00e7a para outras mulheres\u201d, lembra.<\/p>\n\n\n\n<p>Atualmente Cl\u00e1udia Mara \u00e9 presidente do Conselho Comunit\u00e1rio de Seguran\u00e7a P\u00fablica de Venda Nova (Consep 14). Em sua trajet\u00f3ria ativista, al\u00e9m do Conselho, os espa\u00e7os em que mais exerce sua atua\u00e7\u00e3o como defensora popular s\u00e3o a faculdade onde estuda e&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Embora o acolhimento e a defesa das mulheres em situa\u00e7\u00e3o de viol\u00eancia sejam o ponto alto do \u201cDefensoras Populares\u201d, a capacita\u00e7\u00e3o abrange outras \u00e1reas vulner\u00e1veis tamb\u00e9m. A defensora popular Ant\u00f4nia das Dores Coelho, por exemplo, tem uma atua\u00e7\u00e3o mais voltada para o acesso \u00e0 sa\u00fade e para os direitos dos idosos.<\/p>\n\n\n\n<p>Atualmente com 63 anos, a professora aposentada tamb\u00e9m sofreu na pele a viol\u00eancia dom\u00e9stica e foi essa viv\u00eancia e a vontade de ajudar outras mulheres que a motivou a fazer o curso. Como tantas outras mulheres, sua hist\u00f3ria \u00e9 de luta e perseveran\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cQuando eu n\u00e3o suportei mais o sofrimento, mudei de cidade e pedi o div\u00f3rcio. Meus filhos ainda eram pequenos, mas eu consegui mant\u00ea-los com o meu trabalho. Naquela \u00e9poca, por eu ter a profiss\u00e3o de professora, a ju\u00edza n\u00e3o pediu a pens\u00e3o aliment\u00edcia e eu tive que me virar sozinha para criar e educar meus filhos\u201d, conta.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao se aposentar, ficou sabendo do curso \u201cDefensoras Populares\u201d. \u201cVi que poderia ser uma oportunidade para me capacitar e poder ajudar estas mulheres sofridas que eu conhecia no interior e aqui em BH. Eu participava de reuni\u00f5es de pastorais em igrejas e ajudava nas comunidades onde eu residia, mas me faltava a capacita\u00e7\u00e3o para ajudar estas pessoas a terem acesso \u00e0 Justi\u00e7a. E foi na Defensoria P\u00fablica de Minas Gerais que eu aprendi como ajudar\u201d, diz.<\/p>\n\n\n\n<p>Ela ressalta que, sempre que precisa, conta com a orienta\u00e7\u00e3o e ajuda de defensoras e defensores p\u00fablicos para auxiliar as pessoas idosas a terem acesso aos seus direitos. \u201cTenho atuado em BH e em Santa Luzia e conseguido sucesso nos casos que procurei ajuda para estas idosas e idosos\u201d, comemora.<\/p>\n\n\n\n<p>Um exemplo \u00e9 o caso de uma mulher idosa acamada que estava sendo cuidada por dois idosos mais velhos e tamb\u00e9m doentes.&nbsp; Ela necessitava urgente de um hospital para tratamento e tamb\u00e9m de uma casa de acolhimento onde tivesse os cuidados necess\u00e1rios. Na \u00e9poca, devido \u00e0 pandemia, Ant\u00f4nia fez todos os contatos por telefone.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cN\u00e3o foi nada f\u00e1cil, tive que movimentar assistente social, centros de sa\u00fade, m\u00e9dicos, enfermeiros e at\u00e9 uma outra colega defensora popular para conseguir hospitalizar a idosa e salvar a vida dela. Foi muito dif\u00edcil movimentar tanta gente, mas conseguimos salv\u00e1-la. Hoje ela se encontra em uma casa de acolhimento e est\u00e1 muito bem\u201d, comemora.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cDefensoras Populares\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>A primeira edi\u00e7\u00e3o do curso aconteceu em 2017 em Belo Horizonte e capacitou 112 mulheres. Em 2019, a capacita\u00e7\u00e3o formou 138 mulheres em Montes Claros. O curso j\u00e1 foi promovido por duas vezes tamb\u00e9m em Uberl\u00e2ndia onde, por especificidades da Unidade da DPMG no munic\u00edpio, foi ministrado para homens e mulheres, formando o total de 238 pessoas, sendo 194 mulheres.<\/p>\n\n\n\n<p>A capacita\u00e7\u00e3o \u00e9 organizada pela Escola Superior da Defensoria P\u00fablica (Esdep MG) e pela Defensoria Especializada nos Direitos das Mulheres em Situa\u00e7\u00e3o de Viol\u00eancia. A pr\u00e1tica nasceu na Defensoria P\u00fablica de S\u00e3o Paulo e foi disseminada para v\u00e1rias Defensorias do Brasil.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mulheres atuam como guardi\u00e3s dos direitos das mulheres nas comunidades e s\u00e3o multiplicadoras de conhecimento do Direito nas \u00e1reas onde vivem Minas Gerais j\u00e1 conta com 450 mulheres que atuam como defensoras populares, buscando solu\u00e7\u00f5es para demandas mais comuns de suas comunidades, especialmente&nbsp; em situa\u00e7\u00f5es de viol\u00eancia. 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