{"id":8356,"date":"2015-12-18T16:02:18","date_gmt":"2015-12-18T19:02:18","guid":{"rendered":"http:\/\/anoticiaonline.com.br\/site\/?p=8356"},"modified":"2015-12-18T16:02:18","modified_gmt":"2015-12-18T19:02:18","slug":"as-licoes-dos-vira-latas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/anoticiaonline.com.br\/site\/as-licoes-dos-vira-latas\/","title":{"rendered":"As li\u00e7\u00f5es dos vira-latas"},"content":{"rendered":"<p>Os c\u00e3es t\u00eam uma rela\u00e7\u00e3o diferenciada com os humanos. Domesticados h\u00e1 milhares de anos, esses mam\u00edferos s\u00e3o aparentados com o lobo, o chacal e a pr\u00f3pria raposa. Do jeito que os conhecemos hoje, surgiram h\u00e1, aproximadamente, 14 mil anos na Europa, na \u00c1sia e na Am\u00e9rica do Norte.<\/p>\n<p>Domesticados, adquiriram certos h\u00e1bitos e manhas dos homens e, por isso, convivem t\u00e3o bem com a sociedade humana. Uns se aprimoraram em ra\u00e7as diferenciadas e vivem em grande estilo em resid\u00eancias bem localizadas e s\u00e3o tratados com alimenta\u00e7\u00e3o especial, xampus sofisticados e assist\u00eancia veterin\u00e1ria. S\u00e3o os c\u00e3es de elite. Mas eu queria falar era do c\u00e3o de rua, aquele vira-lata conhecido que, vivendo as agruras da vida, aprende a se virar. Sabe cruzar ruas e avenidas movimentadas, desviando-se com habilidade dos carros e alguns at\u00e9 esperam, ao lado dos humanos, a abertura do sem\u00e1foro para atravessarem a rua ao lado dos pedestres.<\/p>\n<p>A gente os v\u00ea perambulando pelas ruas e pra\u00e7as, revirando sacolas de lixo \u00e0 procura de alimento ou em seus momentos de atividade amorosa, quando v\u00e1rios c\u00e3es seguem ruas e ruas atr\u00e1s de uma \u00fanica cadela, disputando a sua prefer\u00eancia. Mas esses c\u00e3es t\u00eam muitas outras habilidades.<\/p>\n<p>O c\u00e3o do Banco do Brasil, por exemplo, \u00e9 um caso \u00e0 parte. Nos dias quentes de sol, principalmente, aproxima-se do banco, sobe as escadas e posta-se em frente \u00e0 porta esperando um cliente. Quando um cliente abre a porta para entrar ou para sair, o inteligente c\u00e3o aproveita o momento e entra no banco. Entra, deita-se naquele ch\u00e3o fresquinho e fica ali \u201cdorminhocando\u201d naquele ambiente refrigerado. As pessoas j\u00e1 se acostumaram com ele e jamais o enxotam dali. Quando lhe d\u00e1 vontade de fazer alguma necessidade, levanta-se, posta-se ao lado da porta e espera que outro cliente abra a porta. A\u00ed ele sai, se desaperta na rua e volta em seguida ao banco. N\u00e3o faz suas necessidades dentro do banco.<\/p>\n<p>Mas existem outros c\u00e3es com outras estranhas habilidades. No \u00faltimo dia 16 de maio, quando \u00edamos hastear as bandeiras em frente \u00e0 C\u00e2mara Municipal, ao lado do antigo pr\u00e9dio da Prefeitura, estavam ali dois c\u00e3es, deitados na plataforma onde se encontram os mastros. Dois c\u00e3es amarelos e enormes que, deitados, observavam o movimento da pra\u00e7a, com centenas de alunos e demais pessoas e autoridades que aguardavam o momento da execu\u00e7\u00e3o do Hino Nacional e o hasteamento das bandeiras, que seria feito pelo senhor prefeito e por dois alunos da rede municipal.<\/p>\n<p>Foi um espet\u00e1culo interessant\u00edssimo. No exato momento em que se iniciou a execu\u00e7\u00e3o do Hino Nacional, os dois c\u00e3es puseram-se de p\u00e9 ali na plataforma e permaneceram nessa posi\u00e7\u00e3o at\u00e9 o final da execu\u00e7\u00e3o. Quando terminou o momento c\u00edvico, desceram da plataforma e sa\u00edram caminhando entre as pessoas at\u00e9 galgarem o final da pra\u00e7a e desaparecerem pelos lados da Matriz.<\/p>\n<p>O c\u00e3o do Banco do Brasil e os dois c\u00e3es da \u201cPra\u00e7a da Prefeitura\u201d proporcionaram uma aula de comportamento social e c\u00edvico que muita gente fina por a\u00ed n\u00e3o pratica. E os racionais somos n\u00f3s&#8230;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os c\u00e3es t\u00eam uma rela\u00e7\u00e3o diferenciada com os humanos. Domesticados h\u00e1 milhares de anos, esses mam\u00edferos s\u00e3o aparentados com o lobo, o chacal e a pr\u00f3pria raposa. Do jeito que os conhecemos hoje, surgiram h\u00e1, aproximadamente, 14 mil anos na Europa, na \u00c1sia e na Am\u00e9rica do Norte. 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