{"id":67255,"date":"2019-02-15T11:28:35","date_gmt":"2019-02-15T14:28:35","guid":{"rendered":"http:\/\/anoticiaonline.com.br\/site\/?p=67255"},"modified":"2019-02-15T11:28:35","modified_gmt":"2019-02-15T14:28:35","slug":"o-velho-problema-das-estradas-de-minas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/anoticiaonline.com.br\/site\/o-velho-problema-das-estradas-de-minas\/","title":{"rendered":"O velho problema das estradas de Minas"},"content":{"rendered":"<p>Ap\u00f3s o desgoverno do Pimentel (que agora, sem o manto protetor do foro privilegiado, deve enfrentar os Tribunais para prestar contas das acusa\u00e7\u00f5es contra ele), o Governador Zema\u00a0 vai ter muito trabalho para colocar o Estado de Minas Gerais nos trilhos.<\/p>\n<p>Colocar as contas em dia, moralizar o pagamento do funcionalismo e transformar o nosso Estado em uma unidade da federa\u00e7\u00e3o respeitada, n\u00e3o vai ser tarefa f\u00e1cil.<\/p>\n<p>As rodovias s\u00e3o um exemplo. A maior parte das estradas de Minas s\u00e3o estreitas, sem acostamento, sem a terceira via auxiliar para ve\u00edculos pesados nas subidas e com depress\u00f5es e irregularidades nas pistas que potencializam os riscos para os motoristas e passageiros que transitam por elas. Minas possui a maior malha rodovi\u00e1ria do pa\u00eds mas, com certeza, a mais mal conservada. Se comparadas com as rodovias de S\u00e3o Paulo, as nossas estradas parecem trilhas, e olhem que pagamos um dos mais elevados IPVAs do pa\u00eds.<\/p>\n<p>O pior \u00e9 que (e isso ocorre no Brasil inteiro), enfrentamos um elevado n\u00famero de caminh\u00f5es e carretas que tornam o tr\u00e2nsito insuport\u00e1vel. No in\u00edcio eram as carretas comuns, compostas pelo cavalo, onde se encontra a cabine do motorista e a carreta propriamente dita que lhe era atrelada. Agora, a despeito de nossas p\u00e9ssimas e estreitas estradas, criaram as \u201cCarretas articuladas, compostas pelo Cavalo e mais dois imensos reboques, com um aviso de alerta escrito atr\u00e1s: \u201cVe\u00edculo longo, 30 metros\u201d. Uma verdadeira lingui\u00e7a mec\u00e2nica que, quando transita \u00e0 nossa frente na rodovia, demoramos quil\u00f4metros para ultrapass\u00e1-la.\u00a0 No trecho entre Leopoldina e Juiz de Fora, por exemplo, \u00e9 comum uma fila de 10 ou quinze ve\u00edculos leves morcegando durante v\u00e1rios quil\u00f4metros a 40\/h atr\u00e1s de uma geringon\u00e7a dessas. Muitos motoristas imprudentes tentam ultrapass\u00e1-las em locais impr\u00f3prios e arriscam a sua vida e a dos passageiros, quando n\u00e3o se metem em acidentes graves. O citado trecho \u00e9 um dos exemplos cl\u00e1ssicos de estradas sem nenhum acostamento e sem \u201cTerceira Via\u201d nos trechos de subida.<\/p>\n<p>O Governo J\u00e2nio Quadros proibiu, na \u00e9poca, os chamados \u201ccaminh\u00f5es trucados\u201d (aqueles que possu\u00edam um terceiro eixo com mais duas rodas. Alegavam que tais caminh\u00f5es, por concentrarem muito peso em uma menor quantidade de metro quadrado da estrada, danificavam a rodovia, produzindo afundamentos. Assim, foram entronizadas as carretas, com o objetivo de distribu\u00edrem o peso da carga em um espa\u00e7o maior por metro quadrado da pista.<\/p>\n<p>O racioc\u00ednio, \u00e9 claro, n\u00e3o foi errado mas o problema era que as estradas cediam ao peso por sua m\u00e1 qualidade e pelas mutretas de empreiteiras que, cobrando milh\u00f5es pela obra, n\u00e3o compactavam adequadamente a base da pista e colocavam uma \u201ccamadazinha\u00a0 furreca\u201d\u00a0 de asfalto.<\/p>\n<p>Se as estradas fossem amplas e bem constru\u00eddas n\u00e3o ter\u00edamos problema com o tr\u00e2nsito das imensas e lentas geringon\u00e7as que tanto risco oferecem aos que trafegam por nossas estradas. Mas \u00e9 claro que a solu\u00e7\u00e3o melhor seria incrementar a malha ferrovi\u00e1ria para longos percursos e deixar as estradas para os caminh\u00f5es menores e de percursos menores.<\/p>\n<p>A cada campanha eleitoral assistimos desfilarem nos palanques propostas de incremento da malha ferrovi\u00e1ria e fluvial, uma solu\u00e7\u00e3o que n\u00e3o foi inventada por n\u00f3s, mas que j\u00e1 existe nos pa\u00edses desenvolvidos que usam vag\u00f5es ferrovi\u00e1rios para longas dist\u00e2ncias e implantam em pa\u00edses como o nosso as suas f\u00e1bricas de caminh\u00f5es imensos que oneram o nosso transporte e se refletem nos pre\u00e7os das mercadorias que transportam.<\/p>\n<p>Mas \u00e9 claro que a substitui\u00e7\u00e3o do transporte rodovi\u00e1rio pelo ferrovi\u00e1rio deveria ser lenta e gradual pois a diminui\u00e7\u00e3o dr\u00e1stica dos caminh\u00f5es pesados geraria graves problemas de desemprego e crise social no pa\u00eds.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ap\u00f3s o desgoverno do Pimentel (que agora, sem o manto protetor do foro privilegiado, deve enfrentar os Tribunais para prestar contas das acusa\u00e7\u00f5es contra ele), o Governador Zema\u00a0 vai ter muito trabalho para colocar o Estado de Minas Gerais nos trilhos. 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