{"id":22656,"date":"2016-12-08T23:11:01","date_gmt":"2016-12-09T02:11:01","guid":{"rendered":"http:\/\/anoticiaonline.com.br\/site\/?p=22656"},"modified":"2016-12-08T23:11:01","modified_gmt":"2016-12-09T02:11:01","slug":"falando-de-banalidades-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/anoticiaonline.com.br\/site\/falando-de-banalidades-2\/","title":{"rendered":"Falando de banalidades"},"content":{"rendered":"<p>Confesso aos leitores que ando meio cansado de escrever sobre pol\u00edtica, n\u00e3o s\u00f3 pelo que ela tem representado para a sociedade, mas tamb\u00e9m pela falta de perspectiva de mudan\u00e7a de rumo. O exemplo est\u00e1 nesta semana, na qual parece ter dado a louca nos Poderes da Rep\u00fablica. Aconteceu de tudo e at\u00e9 o STF entrou na dan\u00e7a.<\/p>\n<p>Mas como escrevi, n\u00e3o pretendo falar sobre pol\u00edtica. Preciso de um f\u00f4lego para fazer um ju\u00edzo de valor sobre os \u00faltimos acontecimentos. Assim, <strong>uma banalidade qualquer, absolutamente desinteressante,<\/strong> pode ser o caminho para promover um processo de desintoxica\u00e7\u00e3o desta coluna, do colunista e do leitor.<\/p>\n<p>O in\u00edcio da semana foi muito triste, considerando a cobertura pelas TVs sobre o acidente a\u00e9reo que matou 7l pessoas e dizimou quase todo o time da Chapecoense.<\/p>\n<p>Tristezas e consterna\u00e7\u00f5es \u00e0 parte, se \u00e9 que se pode considerar assim, conclu\u00ed ent\u00e3o que a morte daria uma cr\u00f4nica banal, n\u00e3o as mortes das pessoas daquele lament\u00e1vel acidente, ocorrido por uma irresponsabilidade sem precedentes de duas ou tr\u00eas pessoas que comandavam o voo naquele dia fat\u00eddico, mas simplesmente a <strong>morte<\/strong>, da forma como ela \u00e9 vista.<\/p>\n<p>Sem a necess\u00e1ria inspira\u00e7\u00e3o para escrever sobre a \u201cbendita\u201d (bendita?), resolvi recorrer-me ao dicion\u00e1rio para ver o que o \u201cpai dos burros\u201d teria na sua p\u00e1gina para me responder. Claro, diversas defini\u00e7\u00f5es l\u00e1 estavam, mas uma me chamou a aten\u00e7\u00e3o, menos pela abrang\u00eancia ou conte\u00fado e mais pela frieza da defini\u00e7\u00e3o. L\u00e1 estava escrito: <strong>Morte \u2013 \u201ccessa\u00e7\u00e3o completa e definitiva das atividades caracter\u00edsticas da mat\u00e9ria viva\u201d<\/strong>.<\/p>\n<p>Se analisarmos \u201cfriamente\u201d essa defini\u00e7\u00e3o, chegar\u00edamos \u00e0 conclus\u00e3o de que a morte \u00e9 uma ocorr\u00eancia absolutamente natural, na medida em que se trata da cessa\u00e7\u00e3o das atividades que caracterizam a mat\u00e9ria viva, sustentadas por uma energia qualquer. Uma vez cortada essa energia, extingue-se a vida. \u00c9 o caso de uma planta, por exemplo, que deixa de receber \u00e1gua e morre.<\/p>\n<p>Por\u00e9m, quando se trata da morte de um ser humano, a coisa muda de figura. \u00c9 quem embora cientificamente seja uma ocorr\u00eancia natural, dentro do processo nascer, crescer e morrer, no nosso consciente &#8211; ou subconsciente, sabe-se l\u00e1 -, passa a ser um fato sobrenatural, para o qual nunca se est\u00e1 preparado.<\/p>\n<p>Quando se fala em morte, a primeira sensa\u00e7\u00e3o que se tem e que vem no pensamento \u00e9 aquele quadro macabro, ou seja, um indiv\u00edduo que jamais poder\u00e1 ser eu, ou um parente meu, esticado dentro daquele \u201cpijama\u201d de madeira que se convencionou chamar de caix\u00e3o ou urna, com as m\u00e3os cruzadas sobre o peito, im\u00f3vel, todo florido, completamente inerte.<\/p>\n<p>O mais incr\u00edvel \u00e9 que imaginar essa cena pode causar arrepios, ou mesmo, dependendo da hora e do estado psicol\u00f3gico de algumas pessoas, causar at\u00e9 medo. As pessoas n\u00e3o aceitam a morte como um fato natural ou da forma t\u00e3o simples como ela est\u00e1 descrita l\u00e1 no dicion\u00e1rio. Existe por detr\u00e1s dela um enigma a ser descoberto, mas que s\u00f3 se sabe se fizer o popular \u201cteste\u201d S\u00e3o Tom\u00e9, ou seja, ter uma oportunidade \u00edmpar de ver para crer.<\/p>\n<p>Como n\u00e3o cheguei \u00e0 conclus\u00e3o nenhuma, n\u00e3o sei se atingi o objetivo de escrever sobre uma banalidade qualquer. Mas uma coisa \u00e9 certa: entre confiar na morte e acreditar na vida, prefiro ficar com a \u00faltima op\u00e7\u00e3o, at\u00e9 porque, aquelas pessoas que se foram jamais voltaram para dizer se onde est\u00e3o \u00e9 bom ou ruim. Pelo sim, pelo n\u00e3o, na d\u00favida, e com a devida v\u00eania do Criador, prefiro continuar aqui, ou seja, bem vivo.<\/p>\n<p>Mas ainda assim, fico pensando: com tanta gente fazendo tanto mal para o pa\u00eds e para os brasileiros, por que foi cair logo um avi\u00e3o em que estavam pessoas que s\u00f3 davam alegrias ao povo? Coisas da vida!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Confesso aos leitores que ando meio cansado de escrever sobre pol\u00edtica, n\u00e3o s\u00f3 pelo que ela tem representado para a sociedade, mas tamb\u00e9m pela falta de perspectiva de mudan\u00e7a de rumo. O exemplo est\u00e1 nesta semana, na qual parece ter dado a louca nos Poderes da Rep\u00fablica. 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