{"id":21918,"date":"2016-11-22T14:34:57","date_gmt":"2016-11-22T17:34:57","guid":{"rendered":"http:\/\/anoticiaonline.com.br\/site\/?p=21918"},"modified":"2016-11-22T14:34:57","modified_gmt":"2016-11-22T17:34:57","slug":"forum-discute-a-cultura-afro-nas-escolas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/anoticiaonline.com.br\/site\/forum-discute-a-cultura-afro-nas-escolas\/","title":{"rendered":"F\u00f3rum discute a cultura afro nas escolas"},"content":{"rendered":"<figure id=\"attachment_21919\" aria-describedby=\"caption-attachment-21919\" style=\"width: 290px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"https:\/\/anoticiaonline.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/DSC_0766.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-21919\" src=\"https:\/\/anoticiaonline.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/DSC_0766-300x199.jpg\" alt=\"Evento foi marcado por palestras com profissionais renomados e apresenta\u00e7\u00f5es culturais \" width=\"300\" height=\"199\" srcset=\"https:\/\/anoticiaonline.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/DSC_0766-300x199.jpg 300w, https:\/\/anoticiaonline.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/DSC_0766.jpg 640w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-21919\" class=\"wp-caption-text\">Evento foi marcado por palestras com profissionais renomados e apresenta\u00e7\u00f5es culturais<\/figcaption><\/figure>\n<p>A cultura afro nas escolas foi amplamente discutida durante um f\u00f3rum em Muria\u00e9. Realizado pela Superintend\u00eancia Regional de Ensino em parceria com o Sindicato \u00danico dos Trabalhadores da Educa\u00e7\u00e3o de Minas Gerais (Sind-UTE), Subsede Muria\u00e9 e Centro Universit\u00e1rio Unifaminas, na sexta-feira (18), o evento contou com palestra com profissionais renomados, apresenta\u00e7\u00f5es art\u00edsticas e culturais e relato de experi\u00eancias vividas nas escolas da cidade e regi\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cN\u00f3s, como educadores, temos que trabalhar essa tem\u00e1tica nas escolas, para combater o preconceito, defender a igualdade racial e, consequentemente, formar os nossos alunos no sentido de trabalhar corretamente a cultura afro-brasileira e a import\u00e2ncia do negro na forma\u00e7\u00e3o da nossa cultura, na constru\u00e7\u00e3o de nossa hist\u00f3ria\u201d, afirma o superintendente Regional de Ensino, Sandro Carrizo, agradecendo as parcerias do Unifaminas, do Sind-UTE, Subsede Muria\u00e9, a equipe da Superintend\u00eancia Regional de Ensino, diretores e professores na realiza\u00e7\u00e3o e participa\u00e7\u00e3o no evento.<\/p>\n<p>A diretora estadual do SIND-UTE e integrante da diretoria do sindicato em Muria\u00e9, Sandra L\u00facia Couto Bittencourt, conta que o sindicato, por ser uma institui\u00e7\u00e3o cidad\u00e3, apoia e participa de eventos que promovam a discuss\u00e3o de problemas que afetam as pessoas e que tamb\u00e9m realiza trabalhos sobre africanidade. \u201cParticipamos de um encontro em outubro, em Belo Horizonte, onde trabalhou-se somente sobre africanidade e a Lei 10.639, para que as escolas possam fazer esse trabalho o ano todo, n\u00e3o s\u00f3 em \u00e9pocas comemorativas, a fim de que a africanidade possa mostrar o que construiu nesse pa\u00eds. Precisamos de um pa\u00eds em que todos se respeitem. O Brasil foi feito para todos. Ent\u00e3o, n\u00e3o tem por que haver discrimina\u00e7\u00e3o de esp\u00e9cie alguma\u201d, afirma. A Lei 10.639, de 2003, estabelece as diretrizes e bases da educa\u00e7\u00e3o nacional, para incluir no curr\u00edculo oficial da rede de ensino a obrigatoriedade da tem\u00e1tica &#8220;Hist\u00f3ria e Cultura Afro-Brasileira&#8221; nas escolas do Brasil.<\/p>\n<p>O coordenador do Sind-UTE, Wesley de Souza Rodrigues, enfatiza a import\u00e2ncia de se trabalhar esse tema nas escolas. \u201cQuando pensamos na realidade brasileira, em que h\u00e1, sim, racismo e discrimina\u00e7\u00e3o racial, \u00e9 de suma import\u00e2ncia trabalhar essa tem\u00e1tica nas escolas com os educadores, pois \u00e9 uma forma de conectar a escola \u00e0 realidade e levar essa realidade para a sala de aula. Essa realidade, durante muitos anos, foi negada pelos intelectuais brasileiros, e de uns anos para c\u00e1, atrav\u00e9s, at\u00e9 mesmo, do trabalho dos negros, essa realidade foi tomada e transferida para a escola, que tem, sim, a obriga\u00e7\u00e3o de trabalha-la\u201d, comenta.<\/p>\n<figure id=\"attachment_21920\" aria-describedby=\"caption-attachment-21920\" style=\"width: 290px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"https:\/\/anoticiaonline.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/DSC_0700.jpg\"><img decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-21920\" src=\"https:\/\/anoticiaonline.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/DSC_0700-300x211.jpg\" alt=\"Evento foi realizado na sexta-feira (18), no Unifaminas\" width=\"300\" height=\"211\" srcset=\"https:\/\/anoticiaonline.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/DSC_0700-300x211.jpg 300w, https:\/\/anoticiaonline.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/DSC_0700.jpg 640w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-21920\" class=\"wp-caption-text\">Evento foi realizado na sexta-feira (18), no Unifaminas<\/figcaption><\/figure>\n<p>A servidora da Superintend\u00eancia Regional de Ensino de Muria\u00e9 no setor pedag\u00f3gico, Dinor\u00e1 Braga Limonge, tamb\u00e9m ressalta a import\u00e2ncia de se refletir sobre tal tem\u00e1tica nas escolas e se posicionar sobre a omiss\u00e3o e o preconceito que acontece nas salas de aula.<\/p>\n<p>Cerca de 200 pessoas estiveram presentes no f\u00f3rum, como especialistas e profissionais de escolas municipais, estaduais e privadas e pessoas que militam na \u00e1rea.<\/p>\n<p>Um dos palestrantes foi o advogado, professor em Direito do Estado e Direito Constitucional pela PUC\/RJ e UFMG, consultor jur\u00eddico, procurador da Assembleia do Estado do Esp\u00edrito Santo e assessor jur\u00eddico da Presid\u00eancia, Dr. Jos\u00e9 Arimath\u00e9a Campos Gomes. Ele afirma que a finalidade de debates como esse \u00e9 capacitar o professor, considerado por ele como \u201cgrande intelectual\u201d e \u201caquele que tem um grande poder de forma\u00e7\u00e3o da juventude e das crian\u00e7as\u201d, para que ele possa ser preparado para um novo tempo, quando a hierarquia pela cor n\u00e3o ser\u00e1 um diferencial na sociedade, mas a compet\u00eancia e o conhecimento.<\/p>\n<p>\u201cSe queremos ser uma na\u00e7\u00e3o realmente unificada e n\u00e3o dividida por crit\u00e9rios raciais, temos que ter interven\u00e7\u00f5es efetivas no plano escolar, para que esse cen\u00e1rio se transforme. Nesse sentido, as interven\u00e7\u00f5es pedag\u00f3gicas preventivas s\u00e3o muito mais importantes do que as repressivas. Ningu\u00e9m consegue ter uma interven\u00e7\u00e3o pedag\u00f3gica para enfrentar o conflito racial se n\u00e3o tiver os olhos e a percep\u00e7\u00e3o do que acontece no Brasil\u201d, enfatiza.<\/p>\n<p>Outra palestra do f\u00f3rum foi ministrada pela professora do CEFET-MG e coordenadora do N\u00facleo de Pesquisas e Estudos Brasileiros e do F\u00f3rum Permanente de Educa\u00e7\u00e3o e Diversidade \u00c9tnico-Racial, Silvani Valentim, que falou sobre \u201cFPEDERMG e a educa\u00e7\u00e3o das Rela\u00e7\u00f5es \u00c9tnico-Raciais: Afro-brasileiros (as) e Africanidades\u201d.<\/p>\n<p>Silvani faz parte de um grupo de professoras volunt\u00e1rias que percorrem Minas Gerais divulgando, trabalhando, avaliando e afirmando a import\u00e2ncia de se relatar experi\u00eancias positivas e de aprofundar tem\u00e1ticas que levem a entender, cada vez mais, a import\u00e2ncia da Lei 10.639. \u201cNesse sentido, o trabalho desse f\u00f3rum atua predominantemente na dimens\u00e3o dessa implementa\u00e7\u00e3o, que envolve formar professores, organizar materiais, ajudar as escolas e a Secretaria de Educa\u00e7\u00e3o se perceberem como gestoras, facilitadores da implementa\u00e7\u00e3o da lei\u201d, diz.<\/p>\n<p>J\u00e1 a professora da rede estadual de Minas em Belo Horizonte, Aparecida Nonato Nunes, relatou aos presentes pr\u00e1ticas educacionais voltadas para estudos \u00e9tnicos-raciais que realiza desde 2010. Aparecida tamb\u00e9m \u00e9 gestora cultural arte educadora, artista pl\u00e1stica em africanidade, divulgadora de pr\u00e1ticas educacionais que contribuam com os professores da rede estadual de educa\u00e7\u00e3o e militante negra e de g\u00eanero.\u00a0 \u201cQuando os educadores desenvolvem essas pr\u00e1ticas desde fevereiro, in\u00edcio do ano letivo, a culmin\u00e2ncia do trabalho fica mais eficaz. Eu gostaria que os educadores presentes no evento n\u00e3o levassem para casa somente as pr\u00e1ticas, mas um desejo de contribuir para combater a n\u00e3o consci\u00eancia, pois a consci\u00eancia \u00e9 uma identidade\u201d, comenta.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m foram ministradas as palestras \u201cRedes de sociabilidades: tra\u00e7os de uma hist\u00f3ria n\u00e3o comentada\u201d e \u201cExposi\u00e7\u00e3o dialogada \u2013 curr\u00edculo, pr\u00e1ticas pedag\u00f3gicas, afro-brasileiros e africanidades: O que fazer? Como fazer? Recursos did\u00e1tico-pedag\u00f3gicos\u201d, proferidas, respectivamente, pela mestre em Hist\u00f3ria e doutora em Ci\u00eancias Sociais em Desenvolvimento, Agricultura e Sociedade e Ph.D. em Hist\u00f3ria, professora Vit\u00f3ria Schettini e pela coordenadora do N\u00facleo de Rela\u00e7\u00f5es \u00c9tnico-Raciais da Secretaria Municipal de Educa\u00e7\u00e3o de Belo Horizonte (SMED\/BH), Mara Evaristo.<\/p>\n<p>Al\u00e9m das palestras, foram compartilhadas experi\u00eancias de sucesso realizadas em escolas da regi\u00e3o, como na Escola Estadual Maria Augusta Silva Ara\u00fajo, situada no bairro Santa Terezinha, e na Escola Estadual Professor Tom\u00e1s Aquino Pereira, localizada em Bar\u00e3o do Monte Alto. Houve tamb\u00e9m apresenta\u00e7\u00f5es art\u00edsticas e culturais.<\/p>\n<p>O diretor desta \u00faltima escola, Geraldo Andr\u00e9 Ribeiro Matola, conta que a cultura afro \u00e9 discutida e trabalhada durante todo o ano letivo, atrav\u00e9s da realiza\u00e7\u00e3o de projetos e em sala de aula. A culmin\u00e2ncia acontece no Dia da Consci\u00eancia Negra (20 de novembro) com apresenta\u00e7\u00f5es. \u201cBar\u00e3o do Monte Alto, por ser uma cidade pequena, tem muitas ra\u00edzes negras, como o \u2018Mineiro Pau\u2019, uma dan\u00e7a passada de pai para filho. Temos tamb\u00e9m outros tipos de dan\u00e7a e de hist\u00f3rias contadas pelos antepassados, as quais aproveitamos para trabalhar na escola, al\u00e9m de discuss\u00e3o de quest\u00f5es pol\u00eamicas\u201d, relata.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"ngg_displayed_gallery mceItem\" src=\"https:\/\/anoticiaonline.com.br\/site\/nextgen-attach_to_post\/preview\/id--21977\" alt=\"\" \/><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A cultura afro nas escolas foi amplamente discutida durante um f\u00f3rum em Muria\u00e9. 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